Um dos assuntos mais tratados na Bíblia é o assunto do pecado. Sabemos que a Bíblia nos traz a história da redenção, isto é, a história de como Deus criou a tudo o que existe a fim de que a Sua Criação manifestasse a glória dos Seus atributos, dentre os quais, Sua santidade, Sua justiça, Sua misericórdia e o Seu amor, sendo que o núcleo central dessa manifestação gloriosa é a redenção do homem e da própria Criação do cativeiro do pecado ao qual foram submetidos. Quando estudamos a Bíblia, portanto, aprendemos que estava incluída no plano de Deus a existência do pecado. É por isso que não apenas encontramos este assunto já nos trechos iniciais do livro de Gênesis, mas, ao longo de toda a Escritura.
Para além da Bíblia, podemos ver as evidências da presença do pecado ao longo de toda a História. Desde aquele terrível momento em que este “invasor” deu às caras, as manchas causadas por ele são percebidas em todas as esferas da vida humana, manchas essas que são superadas em frequência apenas pelas manifestações da misericórdia, da bondade e do amor de Deus pelo gênero humano, as quais trazem luz sobre a humanidade apesar de seu estado pecaminoso. Uma desobediência aqui, um assassinato ali, uma mentira acolá, e o mundo se transformou nisto que conhecemos hoje, de maneira que, se não fosse a misericórdia, a bondade e o amor de Deus, o mundo seria a materialização do inferno – se é que Deus já não teria nos destruído por completo.
Nesta questão do pecado, no entanto, algumas indefinições permanecem na mente dos cristãos [e dos não cristãos]. O que é o pecado? Quais são as consequências do pecado? Qual é a nossa relação com o pecado? Quando Jesus morreu na cruz, o que aconteceu com os nossos pecados? E quando nos arrependemos e cremos, o que acontece? Qual é a relação entre liberdade e pecado? A lista é por demais longa para continuarmos… esses são apenas alguns dos questionamentos que fazem parte do nosso imaginário quando se trata deste assunto. Vamos discorrer sobre alguns deles a partir de agora.
O que é o pecado?
De uma perspectiva simplista, o pecado, do grego hamartia, significa “errar o alvo”. A Bíblia diz que “o pecado é a transgressão da Lei” (1 João 3:4). Os dicionários teológicos ainda vão definir o pecado como errar ou desviar-se do caminho de retidão; fazer ou andar no erro; desviar-se da Lei de Deus; violar a Lei de Deus; praticar aquilo que é errado, uma ofensa, uma violação da lei divina em pensamento ou em ação.
Uma confusão: o pecado como ato, evento ou prática e o pecado como estado, condição ou natureza
Perceba que, no tópico anterior, as definições [que são as mais comuns] precisamente se resumem em o pecado ser algo produzido pelo homem, em forma de ação ou em forma de pensamento. Resumidamente, o homem peca ao agir ou pensar em desconformidade com a lei de Deus. Estas definições estão corretas, é claro, no entanto, elas são somente parte do problema: o problema principal do ser humano é, na maioria do tempo, ocultado nos diálogos e reflexões, é muitas vezes ignorado pela maioria, mesmo sendo explicitamente ensinado pelas Escrituras.
A confusão se dá a partir do fato de que a Bíblia não ensina apenas que o pecado é um ato, um evento protagonizado por um indivíduo, que acontece eu seu interior ou exterior, e que ofende a Deus, enfim, apenas algo que praticamos. Antes, também nos ensina que o pecado é um estado de ser, uma condição em que nos encontramos, uma natureza que está acima da nossa vontade e que a rege – é anterior a ela. Pecado, deste modo, é tanto ser e estar, quanto é fazer ou cometer.
Louis Berkhof, em sua Teologia Sistemática, escreve que
O pecado não consiste somente de atos patentes, mas também de hábitos pecaminosos e de uma condição pecaminosa da alma. Estes três âmbitos se interrelacionam do seguinte modo: o estado pecaminoso é a base dos hábitos pecaminosos, e estes se manifestam em ações pecaminosas. […] As ações e as disposições pecaminosas do homem devem ser atribuídas a uma natureza corrupta, que as explica. […] o estado [ou a condição do homem] é completamente pecaminoso[a]. E se for necessário levantar a questão sobre se os pensamentos e os sentimentos do homem natural, chamados “carne” na Escritura, devam ser considerados como constituindo pecado, poder-se-ia responder indicando passagens como as seguintes: Mateus 5:22,28; Romanos 7:7; Gálatas 5:17,24, e outras. Em conclusão, pode-se dizer que se pode definir o pecado como falta de conformidade com a lei moral de Deus, em ato, disposição ou estado.” [1]
Em Romanos 5, Paulo nos ensina detalhadamente sobre essa tensão entre o homem e o pecado. Analisemos um dos versículos deste célebre capítulo da Bíblia:
“Pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores…” (Romanos 5:19a)
O que este, que é um dos últimos versículos do capítulo, está nos ensinando? Ora, que fomos feitos pecadores por causa da “desobediência de um só homem” – isto é, antes de as nossas próprias obras serem levadas em conta, não obstante se são negativas ou não [quando consideradas isoladamente], já nos encontramos no estado ou na condição de pecadores, por causa da desobediência deste único homem, a saber, o primeiro homem, nosso pai, Adão. Perceba que o texto não está apenas dizendo que o pecado de Adão nos levou a cometer os nossos próprios pecados e por isso somos pecadores. Não está escrito: “pela desobediência de um só homem, muitos foram levados a fazerem de si mesmos, pecadores”. Não. A Escritura está nos dizendo que a própria desobediência de Adão é que nos tornou quem somos: por ela, fomos feitos pecadores.
John Murray sintetiza a questão da seguinte maneira:
o pecado de Adão é considerado por Deus também como o pecado da posteridade. O mesmo pecado é posto na conta deles; é reconhecido como deles. […] quer dizer simplesmente que este pecado é considerado por Deus como nosso. Já vimos que o ensino de Paulo vem no sentido de que a transgressão de um foi o pecado de todos, que, quando Adão pecou, todos pecaram. [2]
Evangelismo e pecado
No evangelismo, segue-se que um dos grandes desafios do evangelista é o de demonstrar ao ouvinte que ele é um pecador. As pessoas, em geral, não se consideram pecadoras. De certa maneira, entendem que todo mundo erra, que todos, vez ou outra, cometemos pecados e deslizes, no entanto, não em uma intensidade tal que nos faça deixar de sermos pessoas boas.
Talvez, a grande razão para que isso seja assim é que elas olham muito para os seus atos em si, e olham pouco ou nem um pouco para o seu estado ou para a condição em que se encontram à luz da Verdade de Deus. O que se dá é que, ao se compararem com grandes criminosos ou pessoas que consideram piores em relação a si mesmas, não enxergam que, antes dos atos, a própria fonte destes atos está contaminada – elas mesmas, seu coração, seu interior.
É de grande importância, portanto, que, no evangelismo, o evangelista demonstre ao ouvinte não apenas que seus atos são pecaminosos, sejam eles bons ou maus à primeira vista, mas que a fonte desses atos, isto é, a natureza do homem em Adão está corrompida e manchada pelo pecado – é uma natureza pecaminosa. E é esta natureza que rege a vontade do ser humano, suas motivações. Assim como um leão que, podendo optar entre uma alface e um pedaço de carne, escolhe o pedaço de carne [por causa de sua natureza carnívora], nós mesmos escolhemos coisas, agimos e nutrimos pensamentos e sentimentos de acordo com a nossa natureza.
Reto aos seus próprios olhos
A Bíblia é claríssima:
Todo caminho do homem é reto a seus próprios olhos, mas o SENHOR, é quem julga suas motivações mais íntimas. (Provérbios 21:2)
…o Senhor sonda todos os corações e conhece a motivação dos pensamentos. (1 Crônicas 28:9)
E o que o Senhor vê quando sonda os pensamentos e motivações do coração do homem que não está [pela fé] em Cristo, mas que permanece sob os efeitos do pecado, sob a regência de sua natureza pecaminosa, não regenerada?
que TODA a imaginação dos pensamentos de seu coração [é] só má continuamente… (Gênesis 6:5)
Jesus nos esclarece:
Porque do coração é que procedem os maus intentos, homicídios, adultérios, imoralidades, roubos, falsos testemunhos, calúnias, blasfêmias. (Mateus 15:19)
TODA a imaginação dos pensamentos do coração do homem é má. Nesta condição, inclusive as coisas aparentemente boas que o homem pode vir a praticar são, em última instância, pecado, pois estão contaminadas desde a fonte, que é o seu próprio coração corrompido, que está em estado ou condição de pecado, à parte do relacionamento com Deus que é pela fé.
A Bíblia ensina que “tudo o que não provém de fé é pecado.” (Romanos 14:23) Para além disso, a fim de que aprendamos sobre a abrangência e profundidade dos efeitos do pecado, ela declara também que “O sacrifício dos perversos já é abominação; quanto mais oferecendo-o com intenção maligna!” (Provérbios 21:27)
Veja: o sacrifício do ímpio, por si só, já é abominação aos olhos de Deus, simplesmente porque é oferecido por alguém que é ímpio – mais ainda se for oferecido com má intenção: um caso duplamente abominável diante do Senhor. À luz do Novo Testamento, o que entendemos é que, sem que sejam purificadas por Cristo, as obras e atos do homem são inteiramente condenáveis, não tendo nenhum valor espiritual para Deus, não servindo para recomendá-lo de maneira alguma diante do Senhor, por mais que aparentem ser boas e bem-intencionadas.
Em Provérbios 21:4, a Palavra de Deus, de maneira ainda mais contundente, coloca o próprio fruto do trabalho do homem, a sua lavoura, ao lado de pecados bem mais comuns, como arrogância e ter o coração orgulhoso, de maneira que não tenhamos dúvidas de que, para Deus, até o resultado do esforço laboral do homem ofende a Deus, por ser este produzido por alguém que O rejeita:
Os olhos altivos, o coração orgulhoso e até a lavoura dos ímpios é pecado. (Provérbios 21:4)
Os homens pecam porque estão “mortos”
Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram. (Romanos 5:12)
Prestemos atenção no desenrolar desse assunto em Romanos 5. No final do versículo 12, Paulo nos ensina que todos os homens pecaram por causa da morte que passou a todos eles. Eles não apenas morrem porque pecaram, mas pecam porque foram atingidos por esta “espécie de morte”. Devemos nos questionar aqui: que morte é esta que entrou no mundo e que, ao invés de levar os homens diretamente ao túmulo, fê-los pecar, estando eles ainda fisicamente vivos? Certamente, por mais que o pecado tenha trazido consigo a morte física, não é deste tipo de morte que Paulo está tratando, correto?
O pecado de Adão trouxe aos seus descendentes, a humanidade, aquilo que chamamos de “morte espiritual”. Isto é, os homens pecam deliberadamente em ações e pensamentos porque estão mortos espiritualmente, alheios à vida de Deus, com sua mente encoberta por trevas e seu coração endurecido (Efésios 4:18) – isto é, sua natureza é pecaminosa. Pecam porque são pecadores. Antes dos atos pecaminosos em si, há esta condição do ser, do coração, que os leva a cometê-los, e para a qual não possuem nenhum tipo de resistência.
Por isso, Paulo diz que “os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne” (Romanos 8:5) – isto é, aqueles que não têm sua vontade regida por um espírito que foi vivificado pelo poder de Deus são regidos por sua natureza pecaminosa, inclinando-se sempre e sempre para as “coisas da carne”. Ser “segundo a carne”, portanto, é o mesmo que ser um morto espiritual – é continuar a existir segundo a morte em Adão. E a capacidade do morto espiritual é apenas para pecar. A sua escolha entre dois caminhos diferentes, mesmo que um represente a escolha por “fazer o bem”, é sempre uma escolha entre duas maneiras diferentes de cometer pecado contra Deus – porque as motivações por trás de qualquer escolha de um homem ímpio por fazer o bem, são más. Estando mortos em Adão, por quem entrou a morte (espiritual) no mundo (assim como a morte física), suas obras são imperfeitas.
Eis a passagem inteira:
Porque os que são segundo a carne [os mortos de Romanos 5:12] inclinam-se para as coisas da carne [ações e pensamentos próprios de quem está morto espiritualmente]; mas os que são segundo o Espírito [vivificados, regenerados, vivos espiritualmente, inclinam-se] para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte [isto é, a carne se inclina para a morte]; mas a inclinação do Espírito é vida e paz [o espírito vivificado pelo Espírito, se inclina para a vida]. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus [isto é, a carne, os mortos espirituais, estão inclinados a agirem como inimigos de Deus], pois não é sujeita à lei de Deus, NEM, EM VERDADE, O PODE SER [eles não podem sequer obedecer à vontade de Deus, sujeitando-se a Ele, pois sua natureza os leva sempre a agir segundo as suas próprias vontades pecaminosas]. Portanto, OS QUE ESTÃO NA CARNE NÃO PODEM AGRADAR A DEUS. [eles não apenas não querem agradar a Deus, mas, mais do que isso, não podem agradá-lo de forma alguma] (Romanos 8:5-8)
Por isso, Paulo enfatiza que estes que estão mortos por causa de Adão, isto é, todos os seres humanos, precisam ser vivificados pelo poder do Espírito, regenerados, trazidos à vida de Cristo.
É isso que aconteceu com cada crente em Cristo. Escrevendo aos crentes da Igreja em Éfeso, o apóstolo esclarece:
E vos VIVIFICOU [eles tiveram de ser trazidos espiritualmente à vida, ressuscitados], estando vós MORTOS em ofensas e pecados [“mortos”, aqui, não significa a continuidade em viver uma vida errada que levará à morte eterna no futuro, mas a condição espiritual presente daqueles que não foram vivificados espiritualmente], em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos [este era o estado de todos os crentes antes de serem vivificados por Cristo] NOS DESEJOS DA NOSSA CARNE, FAZENDO A VONTADE DA CARNE E DOS PENSAMENTOS; e éramos POR NATUREZA filhos da ira, como os outros também. (Efésios 2:1-3)
Como apoio, John Murray, já citado anteriormente, traz à lume a fala do Dr. Charles Hodge:
Quando Adão caiu do estado em que fora criado, a posteridade caiu com ele em sua primeira transgressão, de modo que a penalidade por esse pecado veio sobre esta [a posteridade] assim como veio sobre ele [Adão]. Os homens, portanto, tiveram sua prova [seu teste] em Adão. Tendo ele pecado, seus descendentes vieram ao mundo em um estado de pecado e condenação. [3] [Grifos meus]
Este estado de pecado e condenação é resumido na morte espiritual ou natureza pecaminosa que dá origem a todas as ações dos seres humanos que não estão unidos pela fé a Cristo.
Isso é precisamente o que a Bíblia ensina:
pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, [a morte espiritual, bem como a morte física passou a todos os homens] […] por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, […] (Romanos 5:17a, 18a)
A morte antes da Lei mosaica como evidência de que o pecado é algo além de um mero ato – é uma condição herdada, uma natureza recebida
Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei. No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão… (Romanos 5:13-14)
Na sequência do pensamento de Romanos 5, Paulo vai responder à pergunta: “Por que os homens, de Adão até Moisés, morriam fisicamente, visto que eles estavam vivendo numa época em que não havia uma lei explícita [da parte de Deus] para os homens, de forma que seus pecados não podiam ser imputados a eles, e nem o castigo merecido por esses pecados, que é a morte (Romanos 6:23)?” Sem lei, sem pecado; sem pecado, sem morte – seria o lógico. Mas, estes homens, ainda assim, morriam.
Paulo diz que, desde Adão até o tempo em que a Lei foi revelada a Moisés, o pecado existia, é claro, mas uma vez que esses homens não tinham conhecimento do conteúdo da Lei que ainda seria revelada futuramente, logo, não lhes eram imputados os seus pecados. Em Romanos, o apóstolo afirma categoricamente que é pela Lei que vem o conhecimento do pecado (Romanos 3:20). No entanto, os seres humanos da época, mesmo sem Lei e, consequentemente, sem conhecerem o pecado, sofriam a pena prevista para aqueles que pecam. Qual é a razão disso? A razão disso é que todos carregavam em si mesmos a culpa pelo pecado de Adão, o que os transformava em pecadores mesmo sem estarem debaixo de lei alguma.
Ser pecador era não apenas a consequência dos atos pecaminosos daqueles homens, mas a condição herdada de seu ancestral comum, seu representante federal, Adão. E essa culpa, mais do que culpa meramente representativa, era evidenciada em sua natureza inclinada à maldade e em seu coração que gerava continuamente pensamentos e sentimentos maus – a condenação que foi sobre Adão estava sobre eles, isto é, morte espiritual, além da morte física.
Da mesma forma, a consequência (física e espiritual) do pecado de Adão está sobre nós. Assim, mesmo não tendo cometido especificamente o mesmo pecado de Adão, somos seres humanos que receberam em si mesmos a morte. Em Adão, contraímos a natureza pecaminosa, e a culpa pelo pecado. Somos pecadores não apenas por consequência direta daquilo que fazemos, mas aquilo que fazemos é consequência direta da condição que herdamos, da natureza que recebemos.
Todos estavam em Adão, morrendo através de seu pecado
pela ofensa de um morreram muitos… (Romanos 5:15)
Todos os membros da raça humana vieram à existência verdadeiramente pelo ato ou processo de geração; este é o meio divinamente constituído pelo qual o projeto preordenado de Deus se manifesta no curso da história. De maneira vital e indissolúvel, somos e estamos ligados aos nossos antepassados. Se a vida funciona assim, é um erro capital perguntar: quando cada membro da raça se torna de fato pecador? Pois, a verdade é que cada pessoa jamais passa a existir senão como pecadora. É por isso que Davi escreve: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” (Salmos 51:5) Davi não estava falando que sua mãe o concebeu enquanto cometia um ato de adultério ou algo parecido. Ele está nos ensinando que, por causa da natureza que todos compartilhamos, fomos concebidos “no” pecado, “em” iniquidade.
Tendo nascido “em Adão”, toda pessoa que vive e que já viveu, e que viverá neste mundo, é contemplada por Deus como pecadora em razão de estar “em Adão”, de Adão ser seu representante, de todos estarmos “em Adão”, assim como aqueles que são salvos estão “em Cristo”, o representante do Seu Povo. Tal fato persiste até que um novo fato se apresente: o de a pessoa que estava “em Adão” passar a estar “em Cristo”.
NOTAS
[1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática (Cultura Cristã), 225.
[2] MURRAY, John. A Imputação do Pecado de Adão (Editora Monergismo, 2019), 60.
[3] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. 630. Citado em MURRAY, John. A Imputação do Pecado de Adão (Editora Monergismo, 2019), 61.

Marcos Motta, 28 anos, é editor-chefe de Revista Fé Cristã. Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Lajeado – RS, é estudante autodidata de teologia, e autor do livro Não Estamos Derrotados: A Verdadeira Vitória (2017). Na igreja local, coopera como pregador, e também como músico, cantor e compositor. Casado com Talita Motta.