Conversando com… Pr. Silas Daniel

Com a facilitação, nos últimos anos, do acesso a uma gama maior de materiais teológicos, facilitação essa causada principalmente pelo advento da internet, muitos pentecostais começaram a despertar (de maneira mais diligente) para o estudo teológico e, por causa disso, precipitadamente, passaram a enxergar muitas das práticas comuns e doutrinas do pentecostalismo como erros e, em alguns casos, como heresias. Muitos da ala reformada, surfando na mesma onda, se aproveitaram da ocasião para alardear ainda mais a sua própria posição sobre tais coisas, isto é, de que algumas das práticas comuns e doutrinas do pentecostalismo, são mesmo erros e, talvez, heresias.

No centro da discussão, invariavelmente, vemos a doutrina do batismo no Espírito.

Por anos, as redes sociais têm sido palco para este ferrenho e inglório debate. Fato é, no entanto, que cerca de 80% daqueles que debatem e discorrem – em solo virtual – sobre as práticas comuns e doutrinas pentecostais, sejam eles adeptos ou opositores, aparentam não conhecer, de fato, o que a teologia propriamente pentecostal ensina sobre tais pontos – destaque-se a doutrina do batismo no Espírito. Como em outras áreas, foram criados os assim chamados “espantalhos”, e a verdade foi posta de lado, infelizmente. Por isso, visando tornar límpidas as turvas águas do debate, convidamos o Pr. Silas Daniel para nos ensinar acerca da posição pentecostal no que se refere ao Batismo no Espírito Santo e às línguas como sua evidência.

O Pr. Silas Daniel é pastor na Assembleia de Deus no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro (RJ); jornalista, editor-chefe de Jornalismo da CPAD, historiador, conferencista e autor dos livros O Batismo no Espírito e as Línguas como Sua EvidênciaArminianismo: A Mecânica da Salvação; A História dos Hinos que Amamos; História da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil; Habacuque: a Vitória da Fé em Meio ao Caos; e A Sedução das Novas Teologias, dentre outros, sendo este último ganhador do Prêmio Areté da Associação de Editores Cristãos (ASEC) como Melhor Obra de Apologética Cristã lançada no Brasil em 2008. 

MOTTA – Pastor, o que o levou a escrever a obra O Batismo no Espírito e as Línguas como Sua Evidência? Quais objetivos foram traçados antes da jornada ter início?

PR. SILAS – Meu último livro, intitulado O Batismo no Espírito e as Línguas como Sua Evidência (CPAD), foi escrito devido a quatro fatores. Em primeiro lugar, percebi que em alguns lugares a busca pelo batismo no Espírito Santo estava arrefecendo. Segundo, constatei também que alguns dentre aqueles irmãos pentecostais que foram enredados pela onda neocalvinista dos últimos anos – onda esta que está declinando ultimamente – começaram a questionar não apenas a soteriologia esposada pelo pentecostalismo, que é arminiana, mas também, por tabela, outras doutrinas bíblicas distintivas do pentecostalismo, dentre elas a do batismo no Espírito, devido sobretudo à falta de um maior conhecimento da fundamentação bíblico-teológica do pentecostalismo sobre esse assunto. Em terceiro lugar, lembrei-me que, mesmo eu já tendo ministrado tantas vezes sobre esse tema, ainda não havia publicado nenhuma obra sobre ele. Finalmente, em quarto lugar, após orar, Deus tocou meu coração para escrever sobre o assunto. Logo, escrevê-la foi inevitável. Ela é fruto não apenas de muito trabalho (foram dez meses escrevendo), mas também de muita oração. Graças a Deus, ela tem tido uma boa recepção.

MOTTA – A atual expansão de uma pneumatologia reformada cessacionista representa um perigo ao pentecostalismo tradicional?

PR. SILAS – Não, se há uma contrapartida – e está havendo – de teólogos pentecostais escrevendo sobre pneumatologia pentecostal. Isso porque, no confronto entre as duas posições à luz do texto bíblico, dificilmente um teólogo cessacionista será convincente. Aliás, nos últimos tempos, o que temos visto é a maioria dos teólogos proeminentes de denominações cessacionistas relativizando sua posição nessa questão, se dizendo agora mais “semicessacionistas” do que propriamente cessacionistas, aceitando a contemporaneidade de alguns dons espirituais em detrimento de outros, o que é uma posição ainda mais contraditória e igualmente de difícil defesa à luz do texto bíblico. Ademais, alguns dos maiores teólogos e grandes pregadores reformados dos últimos tempos são continuístas, como, por exemplo, os já falecidos Martyn Lloyd-Jones e J. Rodman Williams; os recentemente falecidos John Stott e J. I. Packer, que tive a oportunidade de entrevistar anos atrás; Wayne Grudem, D. A. Carson, N. T. Wright, Sam Storms, John Piper, Vincent Cheung e Kevin De Young; Mark Driscoll, Tim Keller e toda a turma do movimento Atos 29; James K. Smith, Matt Chandler, C. J. Mahaney, Paul Walsher etc. Nem todo teólogo reformado hoje é da linha do John MacArthur.

MOTTA – O que é o Batismo no Espírito?

PR. SILAS – Como explico em meu livro, o que é chamado na Bíblia de “batismo no/com Espírito Santo” nada mais é do que uma imersão plena do crente na dimensão carismática, a qual está disponível a todos quantos estão em Cristo; é um mergulho total na bênção do Profetismo da Nova Aliança (Para entender o conceito bíblico de “profetismo” o qual friso, indico lerem os capítulos 5 a 9 do meu livro). Como definiu o próprio Jesus, o Batizador no Espírito Santo, destacando a importância dessa bênção para a vida do crente, trata-se de um batismo de poder para dinamizar e enriquecer ainda mais a nossa vida de serviço a Deus neste mundo (Atos 1.4,5), de um revestimento de poder do Alto para o serviço (Lucas 24.49).

MOTTA – Defender as línguas como evidência do batismo no Espírito não gera uma espécie de elitismo espiritual no seio da Igreja?

PR. SILAS – Não, por duas razões. Primeiro, porque o batismo no Espírito Santo não tem nada a ver com ser um crente superior. Batismo no Espírito Santo e dons espirituais não são sinônimos de maturidade espiritual. Uma pessoa pode ser batizada no Espírito Santo e ter dons espirituais e mesmo assim ser imatura espiritualmente. Os capítulos 12 a 14 de 1 Coríntios mostram isso sobejamente. Uma coisa são os dons do Espírito e outra é o fruto do Espírito. E em segundo lugar, estamos falando de uma bênção que está disponível a todos que a buscarem, logo não há de se falar de elitismo.

MOTTA – Como lidar com o cristão fiel e esforçado que nunca falou em línguas? Disponível a todos significa que todos falarão? Em que isso implica na vida da igreja local?

PR. SILAS – Primeiro, línguas não têm a ver com esforço. Segundo, não se deve confundir o batismo no Espírito com falar em línguas. O foco aqui não são as línguas, mas o revestimento de poder do Alto para o serviço a Deus por meio da manifestação dos dons espirituais. Não se deve buscar o batismo no Espírito simplesmente para falar em línguas. As línguas são consequência. Deve-se buscar o batismo pelo que ele é em si – e para a glória de Deus, como tudo o mais que buscamos de Deus para a nossa vida. A glossolalia é apenas uma sinalização externa de que a pessoa imergiu (baptizo) plenamente, totalmente, na dimensão carismática, isto é, no poder do Espírito. Ou seja, ela faz parte do “pacote”, e como sinal externo, mas ela não é sozinha, a experiência em si. É possível, por exemplo, a pessoa não ser batizada no Espírito Santo e vivenciar graus do poder do Espírito, graus da dimensão carismática, em sua vida. Há pessoas que não foram batizadas no Espírito Santo e manifestam eventualmente, aqui e acolá, algum dom espiritual. Por outro lado, não se pode confundir diferentes graus de uma experiência com a plenitude dela. Ninguém deve tomar a parte pelo todo nem muito menos ignorar a plenitude de uma experiência porque aparentemente já vivenciou uma parte dela. Não obstante seja possível experimentar o poder pentecostal em diferentes graus sem falar em línguas, esta não é a experiência bíblica completa. A experiência completa inclui a experiência das línguas. É assim que sabemos que a pessoa mergulhou plenamente na dimensão carismática. Lembremos que, antes de serem batizados no Espírito Santo, os discípulos de Jesus – inicialmente os doze, mas depois outros 70 – curaram enfermos, exorcizaram demônios e receberam de Cristo autoridade para pregar o Reino de Deus (Lucas 9.1,2,6; 10.1,9,17), e eles ainda não eram batizados no Espírito Santo. Ou seja, mesmo antes do Pentecostes, eles já vivenciavam graus do Profetismo da Nova Aliança – sim, da Nova Aliança, pois diz o texto que foi Jesus, que é o Batizador no Espírito Santo, quem lhes deu essa autoridade: Ele “deu-lhes virtude e poder” (Lucas 9.1). Entretanto, eles não estavam vivenciando ainda a dimensão carismática como um todo, ainda precisavam ser completamente revestidos de poder, como Jesus vai lhes dizer muito tempo depois (Lucas 24.49), experiência que foi descrita pelo Mestre como o verdadeiro “batismo no Espírito Santo” (Atos 1.5), ou seja, uma imersão plena nas bênçãos do Profetismo da Nova Aliança, um mergulhar total e profundo na “virtude [dunamis] do Espírito Santo” (Atos 1.8), o poder explosivo e dinamizador do Espírito para o serviço cristão, que é o que o vocábulo grego “dunamis” sugere. Em suma, todo crente em Cristo que serve ao Senhor com fidelidade já é, em parte, participante dessa realidade profética, mas Deus deseja que cada um se aprofunde nela, que a viva em plenitude. Não devemos nos contentar com uma parte do poder que está disponível a nós, mas com o revestimento completo dele. A orientação para os discípulos não foi: “Se contentem com o que já lhes dei”, mas “Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49). Quanto às consequências para a igreja local, elas são extraordinárias, pois uma igreja em que seus membros buscam o revestimento de poder do Alto obviamente vai vivenciar e usufruir das consequências desse revestimento. O batismo no Espírito não é divisivo para a vida da igreja, nunca foi. Ele é dinamizador da vida da igreja. E mais especificamente em relação às línguas, que vêm com a experiência, como afirma Paulo, elas são uma excelente forma de edificação pessoal, de aprofundamento da oração e da adoração a Deus (diz ele que quem ora e bendiz em línguas “ora bem” e “dá bem graças”), dentre outras funções das línguas que trato em meu livro à luz do texto bíblico.

MOTTA – Qual a relação entre o sacerdócio da Antiga Aliança, o sacerdócio na Nova Aliança e o falar em línguas?

PR. SILAS – Em meu livro, faço uma distinção entre o Sacerdócio, a Realeza e o Profetismo tanto na Antiga quanto na Nova Alianças. Das mais de 400 páginas do livro, as 130 primeiras são dedicadas exclusivamente a explicar biblicamente essa tríplice bênção, suas diferenças e implicações para a vida do crente hoje. O batismo no Espírito – que é o que imagino a que o irmão se refere quando alude ao “falar em línguas”, que é apenas o sinal externo da experiência – está ligado à bênção do Profetismo da Nova Aliança. Por que começo o livro falando da tríplice bênção? Justamente porque entendo que é a melhor forma de compreender o que é o batismo no Espírito e a sua importância para a vida do crente. A confusão que se faz hoje em relação ao batismo no Espírito Santo se deve, em grande parte, por se olvidar a realidade da tríplice bênção que transparece no texto sagrado para a vida dos cristãos: o Sacerdócio Universal dos Crentes, a Realeza de Todos os Crentes e o Profetismo de Todos os Crentes. São bênçãos distintas, mas relacionadas, que estão acessíveis a todo crente, mas que nem todos eles usufruem, e muitas vezes por mero desconhecimento. Quando você entende bem essas três bênçãos, seus significados, suas distinções e seus propósitos e realidades, você, dentre outras coisas, entende de forma mais clara e natural o que é o batismo no Espírito Santo mencionado no texto sagrado. Por isso começo o meu livro tratando da tríplice bênção, deixando propositalmente como último ponto a ser abordado nessa primeira parte do livro o Profetismo de Todos os Crentes, porque ele invariavelmente tem como desembocadura a doutrina bíblica do batismo no Espírito Santo.

MOTTA – Qual é a diferença (se há) entre as línguas em Atos 2 e as línguas em 1 Coríntios 12-14?

PR. SILAS – Em linhas gerais, não há, porque são o mesmo fenômeno. Por outro lado, podemos dizer que são o mesmo fenômeno manifestado com especificidades diferentes – ou seja, há manifestações específicas do fenômeno. Explico: línguas estranhas, de forma geral, são o que chamamos tecnicamente de glossolalia; só que, biblicamente, entendemos que há dois tipos de glossolalia: há a “glossolalia comum” e há a chamada “xenolalia”, que é um tipo muito específico de glossolalia. Lembrando que “glossolalia” e “xenolalia” são termos técnicos lastreados na Bíblia, sobretudo o termo “glossolalia”. Xenolalia é, mais propriamente, um termo cunhado a partir de uma inferência assente nas Escrituras; já o termo “glossolalia” é extraído diretamente de uma expressão que aparece no texto sagrado: “lalen glosais”, que aparece em Atos 2, em 1 Coríntios e em Marcos 16, e que se refere ao fenômeno para o qual o termo “glossolalia” aponta, que é a experiência de você, impulsionado pelo Espírito Santo, falar em uma língua desconhecida para você, para o falante, mas não necessariamente para as pessoas à sua volta. É uma locução impulsionada pelo Espírito. Não é uma língua aprendida, porque a Bíblia diz em Atos 2.4 que elas são concedidas pelo Espírito. É um ato sobrenatural, divino. É você quem fala, mas impulsionado pelo Espírito. Você não programa o que vai falar; o Espírito é quem age em você, impelindo-o a falar aqueles vocábulos estranhos a você, mas que podem ser, eventualmente, conhecidos por alguém ou alguns dos seus circunstantes no momento em que essa experiência se manifesta; e é essa eventualidade – de serem em algum momento conhecidos por alguém que presencia o fenômeno – que dá origem ao termo “xenolalia”, cunhado e utilizado tecnicamente para designar aquela manifestação específica da glossolalia em que a pessoa fala, pelo Espírito, uma língua que, conquanto seja desconhecida para ela, é conhecida por uma pessoa ou pessoas à sua volta. É o que acontece em Atos 2. Quando os discípulos falaram em línguas pela primeira vez, estas se manifestaram de forma xenolálica, mas nem sempre é assim. Não foi assim, por exemplo, na casa de Cornélio, em Atos 10, e entre os discípulos de João em Éfeso, em Atos 19. Aliás, eu diria que provavelmente é assim na maioria das vezes, porque Paulo fala em 1 Coríntios que quem fala em línguas “não fala aos homens, senão a Deus”, e que “ninguém o entende, e em espírito fala mistérios” (1Coríntios 14.2); e também fala do dom – concedido pelo Espírito – de interpretação de línguas, o que significa que há línguas cuja interpretação só pode ser possível a partir de uma ação do Espírito Santo, não por conhecimento humano (1 Coríntios 14.10,26). Além disso, quando ele vai falar da importância do amor, sem o qual os dons não funcionam corretamente, ele fala de “línguas dos homens e dos anjos” (1 Coríntios 13.1), sugerindo o dom glossolálico tanto de falar em línguas desconhecidas para você e conhecidas pelos homens (“línguas dos homens”), quanto de falar em línguas desconhecidas para você e pelos demais homens na terra, por ser uma “língua dos anjos”, celestial. Lembrando que a expressão “língua dos anjos” não foi inventada por Paulo, mas era muito conhecida pelo judaísmo em seus dias, aparecendo em várias obras da literatura judaica intertestamentária para se referir à existência de uma língua extática de origem celestial que, antes do derramamento do Espírito, se cria poder ser alcançada excepcionalmente por algumas pessoas muito piedosas. Finalmente, é importante ressaltar que as línguas recebem dois adjetivos claros nas Escrituras: “outras”, em Atos 2.4, que ali é “heterais”, que quer dizer “outras diferentes”, ou seja, que não são iguais àquelas que eles falavam ou conheciam, mas são uma linguagem de outra natureza; e “novas”, em Marcos 16.17, que é “kainós”, que quer dizer que essas línguas são novas para eles. Há também quem interprete que em Atos 2 houve dois milagres: um na fala e outro na audição, de maneira que eles falaram pelo Espírito em línguas não-humanas e o Espírito fez com que as pessoas ali em volta entendessem o que eles estavam dizendo. Entretanto, como a maioria dos expositores bíblicos, não acredito que tenha sido assim, embora respeite essa interpretação.

MOTTA – Quais são os problemas na ou os erros da prática glossolálica pentecostal atual? Como podemos mudar estas situações?

PR. SILAS – Em linhas gerais, o problema está quando se perde a compreensão do caráter e da função das línguas. Há um capítulo em meu livro que trato sobre isso, o capítulo 17. Isso é o que chamamos de uma “carismania”. Só há uma forma de corrigir isso, e não é impedindo a manifestação dos carismas, pois não se pode jogar o bebê fora junto com a água suja da bacia. O abuso não deve tolher o uso. Isso se corrige com ensinamento bíblico.

MOTTA – Quais são os acertos atuais do pentecostalismo em relação aos dons e, mais precisamente, às línguas?

PR. SILAS – Em relação aos dons, a crença na contemporaneidade dos dons espirituais e a importância da busca por eles para a vida da Igreja, o que é frisado nas Escrituras. Em relação às línguas, o resgate sobre a atualidade, o caráter e a função das línguas conforme o texto sagrado.

MOTTA – No que tange à locução impulsionada pelo Espírito, podemos dizer que a efusão do Espírito sempre é seguida por uma locução extasiada? O que isso significa? Como isso afeta nossa vida diária?

PR. SILAS – Sim, sempre; e no caso da imersão plena na dimensão carismática, pela glossolalia, que é um tipo de locução extasiada. Outras locuções extasiadas são o transbordamento de júbilo e o profetizar. Essas são bênçãos que trazem edificação ao crente em particular e, no caso do profetizar, ao coletivo. Lembrando que quando uso o termo “extasiado” não o faço no mesmo sentido em que alguns autores usam, aludindo ao ficar fora de si. Uso esse termo em seu sentido mais atenuado. Explico isso em meu livro.

MOTTA – Quando Paulo disse que devemos procurar “com zelo, os melhores dons” (1 Coríntios 12.31), “com zelo os dons espirituais” (1 Coríntios 14.1) e “procurai, com zelo, profetizar” (1 Coríntios 14.39), o que ele quis dizer?

PR. SILAS – Que os dons espirituais são muito importantes para a vida da igreja, sobretudo o de profetizar, de maneira que crentes que não buscam os dons espirituais estão perdendo de terem sua interação no Corpo e seu serviço a Deus mais dinamizados. E essas bênçãos estão disponíveis a todos, se não o apóstolo não se dirigiria aos crentes em Corinto como um todo dizendo para eles buscarem os dons espirituais, os quais devem ser exercidos, como ele frisará, em sabedoria (“decentemente e com ordem”, 1 Coríntios 14.40) e amor (1 Coríntios 13).

MOTTA – Uma última palavra, pastor? A quem o senhor dirige esta última palavra?

PR. SILAS – Mergulhe, meu amado irmão, na dimensão carismática que está acessível a você pela graça de Deus. Receba a bênção do batismo com Espirito Santo!


Marcos Motta, 28 anos, é editor-chefe de Revista Fé Cristã. Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Lajeado – RS, é estudante autodidata de teologia, e autor do livro Não Estamos Derrotados: A Verdadeira Vitória (2017). Na igreja local, coopera como pregador, e também como músico, cantor e compositor. Casado com Talita Motta.

Um comentário sobre “Conversando com… Pr. Silas Daniel

  1. Prezado Pr. Silas Daniel, Boa Noite com a Paz do Senhor.

    Sou leitor do seu livro “A Historia dos Hinos que amamos” e pretendo escrever um compilando algumas frases dele para embasar os hinos com pesquisa nas Escrituras Sagradas para dar apologética a eles. Gostaria que me concedesse alguns minutos do seu tempo para mostrar-lhe que não haverá nenhuma tentativa de “furto” de direitos autorais mas sim usar seus escritos para alavancar o livro. Aguardo suas considerações para que possa apresentar-lhe uma degustação do livro que está começando a tomar forma. Respeitosamente. Mauricio Saramago- WhtasApp 21 96464-2849. Muito obrigado.

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